domingo, 18 de setembro de 2011

O Homem do Futuro


Mais uma vez o brilhante Wagner Moura é destaque na produção cinematográfica que conquista a plateia em grande parte graças a sua incrível atuação, principalmente nas incorporações de mudanças de personagem. Na trama ele interpreta um cientista que ainda guarda mágoas de seu passado conturbado, em que ele foi extremamente humilhado na frente da garota que amava e de seus colegas da universidade em um baile de fantasias.

Sua obsessão e desespero por criar uma nova forma de energia que permita mudar o mundo acabam fazendo com que ele produza, na verdade, uma máquina do tempo que o faz voltar ao passado justo na época em que ele é conhecido como Zero e humilhado por Helena (Aline Moraes), a garota dos sonhos. A partir de então, ele decide mudar a história de sua vida transformando o destino do Zero jovem. Voltando aos tempos atuais, o estudante e o cientista se unem e ele percebe que a mudança ocasionada trouxe resultados nada agradáveis e decide voltar no tempo novamente para consertar o que ele mesmo fez e tentar impedir que o futuro seja mudado.

A incorporação de um jovem e tímido estudante de física, um cientista conturbado e um empresário bem-sucedido (resultado do que ele se transformou após seu destino ser alterado) é surpreendente do começo ao fim, de modo que o Wagner Moura consiga encarar três estereótipos distintos, totalmente entregue ao personagem trazendo o máximo de realidade para seus papéis.

O filme traz para os telões uma série de efeitos especiais os quais são destaques para o cinema nacional que não possui muitas produções com tais características e ainda se mostra muito amador neste quesito. Mas tal fato acaba não sendo problema para a produção que conquista tanto os espectadores também graças à contribuição do diretor Claudio Torres de A Mulher Invisível, outro grande filme nacional que conquistou inúmeros espectadores.

Por Mariana Mascarenhas

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O Filho da Mãe


Dirigida e encenada por Eduardo Martini, a peça O filho da mãe conquista a plateia logo no início com a interpretação triunfante de Martini no papel de Valentina, uma mãe cheia de preocupações excessivas por seu filho (interpretado pelo ator Bruno Lopes). Durante os 90 minutos de espetáculo os dois atores se interagem o tempo todo trazendo diferentes histórias de períodos distintos vividos entre Valentina e seu filho que provocam risos na plateia a todo o momento.

A peça foca as crises sofridas por Valentina, cujo filho está prestes a embarcar a Nova York para estudar. Martini imerge totalmente no mundo de uma mulher que sofre de preocupações obsessivas e alternância de comportamentos sem desviar para estereótipos exagerados, de forma que os espectadores possam realmente visualizar a imagem de uma mãe extremamente apegada ao filho mostrando que não há limites para o amor maternal.

Vale a pena dar altas risadas com as neuroses da personagem Valentina nas cenas em que ela lida com diferentes situações vividas por seu filho, as quais conferem o tom de humor ao roteiro, como a chegada do filho em casa com um camaleão, a descoberta de que ele foi à praia com a namorada, e até mesmo a desconfiança da mãe de que ele seja gay, a qual não passa de uma cisma dela. Escrito por Regiana Antonini o espetáculo oferece um roteiro leve, sutil e totalmente desprovido de qualquer tipo de apelo agressivo. O espetáculo fica em cartaz no Teatro Folha até 27/08/2011.

Por Mariana Mascarenhas

sábado, 13 de agosto de 2011

Harry Potter e as relíquias da morte - parte 2

A segunda parte de Harry Potter e as Relíquias da Morte certamente encantará um numeroso público incluindo até mesmo os fãs mais assíduos da saga, que acompanharam a história detalhadamente, ao imergirem nos sete livros da série mas se decepcionaram com algumas produções que trouxeram outra identidade à história, no momento em que ela migrou para os telões.

No filme de despedida do bruxo mais consagrado de todos os tempos entre o público infantojuvenil, mesmo os mais fanáticos pela obra não se decepcionarão, pois poderão reviver a emoção do livro ao assistirem a produção que estreou em 15 de julho nos cinemas.

Sem enrolação ou acréscimo de cenas desnecessárias que desviam a saga da verdadeira forma como ela é contada na obra de J.K Rowling, o último filme reproduz toda a sequência de ações descritas no livro tal como ela é, mesclando interpretação e tecnologia, de forma que ambos os aspectos sejam devidamente trabalhados de maneira enriquecedora para o excelente desenrolar da trama.

Após sete lançamentos de produções cinematográficas que trouxeram aos espectadores as diversas aventuras voltadas ao mundo da magia, vividas pelo bruxo Harry Potter, o oitavo filme traz a batalha final entre Harry e o vilão Voldemort, na qual um dos dois morrerá. Acompanhado de seus inseparáveis amigos Rony e Hermione, eles partem em busca das Horcruxes faltantes (objetos que precisam ser destruídos para que Voldermort possa ser derrotado).

A trama vem repleta de efeitos especiais os quais são devidamente produzidos sem virarem exagero e nem interferirem na qualidade interpretativa dos atores, que muitas vezes acaba sendo substituída pela tecnologia. Desta vez o elenco traz personagens mais vivos, resgatando a verdadeira personalidade existente na obra escrita.

Portanto, vale a pena conferir essa última produção que, depois de sete filmes, traz um desfecho que finalmente acerta em cheio na reprodução do livro. A verdadeira magia de como migrar a saga, em todos os aspectos, dos livros para os telões, parece finalmente ter sido compreendida sendo uma pena que tal fato tenha acontecido de verdade somente na batalha final.

Por Mariana Mascarenhas

domingo, 17 de julho de 2011

Cilada.com


Depois de se destacar na comédia nacional com o seriado Cilada, exibido no canal Multishow, o ator Bruno Mazzeo vem para os telões vivendo atrapalhadas confusões, da mesma forma como ocorre na série de TV.

Se no seriado, as histórias se desenvolvem de forma previsível ganhando algumas cenas momentâneas, que surpreendem de maneira bem leve os espectadores com um ou outro desenrolar diferencial acrescido de humor, o filme Cilada.com praticamente não se difere da situação exposta ao trazer um roteiro desprovido de muitas surpresas e que apenas trabalham o gênero com uma série de piadas excessivas e prolongadas.

Mazzeo, que vive o protagonista da trama, também acaba por não colaborar muito com a inovação do filme, já que ele apenas vive o conflito traçado no roteiro sem experimentar uma interpretação mais aprofundada de seu personagem, ao contrário de muitos comediantes que tomam o roteiro apenas como uma premissa para que possam mergulhar no papel, experimentando novas características que contribuam para preencher a produção.

O filme narra a história de Bruno (Bruno Mazzeo), que tem a sua reputação destruída após trair a namorada (Fernanda Paes Leme), que, revoltada, resolve se vingar e publicar um vídeo no Youtube para que todos possam ver o péssimo desempenho sexual de seu namorado, que sofre de ejaculação precoce. Após se tornar um fácil alvo de inúmeros tipos de piadas entre os internautas de todo o país, ele parte em busca de uma solução para o problema: encontrar uma garota com quem ele possa ter uma transa perfeita, gravá-la e publicar na internet a fim de reconstruir a sua péssima imagem.

A partir daí ele passa por uma série de conturbadas confusões para cumprir sua missão. Dirigido por José Alvarenga Jr, o filme se reproduz nos moldes semelhantes aos do seriado, com as mesmas piadas, que parecem ter sido esticadas para preencherem o tempo de um longa, tornando-se desta forma repetitivas.

Por Mariana Mascarenhas

sexta-feira, 8 de julho de 2011

X-men: Primeira Classe


Depois de quatro produções lançadas no cinema, o quinto filme da série X-men convida o público a voltar no tempo e descobrir o passado longínquo dos personagens Charles Xavier (James McAvoy) e Erik Lensherr (Michael Fassbender), o Magneto, e como eles se conheceram.
Dirigido por Matthw Vaughn (de Kick-ass), X-men – Primeira classe se diferencia de muitos filmes que adoram entreter os espectadores com os famosos heróis dos quadrinhos Marvel e, no entanto, deixam a desejar por caírem na mesmice e serem acompanhados de uma infinidade de
ações supérfluas e desnecessárias.

No entanto, Vaughn acerta em cheio na quinta produção da série ao fazer com que a história vivida pelos personagens ganhe dinamismo e seja envolvente do começo ao fim agregando tecnologia e conteúdo.

O filme começa narrando cenas da infância dramática do personagem Magneto que teve de lidar com o assassinato da mãe na frente dos seus próprios olhos pelo malvado alemão Sebastian Shaw (Kevin Bacon), na época da II Guerra Mundial, pelo fato do menino não ter conseguido demonstrar seus poderes fora do comum. No entanto, a tragédia que se segue desperta nele uma fúria incontrolável que o revela extremamente poderoso. Desde então, ele segue uma incessante busca pelo assassino de sua mãe a fim de liquidá-lo de vez.

Passam-se os anos, o personagem cresce e, na contínua busca por seu alvo, acaba cruzando o caminho do Professor Xavier que também almeja encontrar Shaw para impedi-lo de promover uma III Guerra Mundial, em que os mutantes dizimariam os seres humanos comuns. A partir de então, o professor se junta com Magneto e mais um grupo de alunos mutantes, com as mais variadas e estranhas habilidades, na missão de derrotar o perigoso alemão.

Com uma duração aproximada de 130 minutos, o filme soube trabalhar bem o desenrolar de conflitos entre os personagens, principalmente com a ajuda dos excelentes atores McAvoy e Fassbender, e vem para mostrar que nem sempre os filmes, baseados nas aventuras vividas pelos heróis em quadrinhos, são desprovidos de uma história mais envolvente se tratando apenas de ação.

Por Mariana Mascarenhas

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Se Beber não case - parte II

Depois do sucesso do primeiro filme que estreou há dois anos, Se beber não case – parte II chega aos telões para fazer parte de uma série de produções que, depois de conquistar uma plateia numerosa, surge novamente nos cinemas com uma segunda continuação.

Dirigida por Todd Philips, a comédia conta não somente com a participação do mesmo diretor e elenco principal, como também revive a história trazida pelo filme anterior. Apesar de não terem arriscado um roteiro inovador que se desvinculasse mais das aventuras vividas pelos personagens Stu, Philip e Alan na parte 1, esta nova produção consegue reproduzir a mesma fórmula de sucesso que conquistou inúmeros espectadores em 2009, quando o famoso trio de amigos que aprontam todas numa noite e não lembram de nada no dia seguinte, foi apresentado ao público pela primeira vez.

Portanto, Se beber não case – parte II nada mais é do que a exibição de Se beber não case acrescido de algumas pequenas mudanças.

Desta vez o desengonçado e atrapalhado dentista Stu (Ed Helms) é quem vai se casar. Como a cerimônia se realizará em um resort na Tailândia, seus amigos Phil (Bradley Coper), Alan (Zack Galifi Anakis) e Doug (Justin Bartha) são obrigados a viajarem até o local para acompanharem o casamento do amigo. Dois dias antes do matrimônio os quatro amigos resolvem fazer uma pequena despedida de solteiro acompanhados do jovem e tímido cunhado (Masson Lee) de Stu. A noite passa, o dia amanhece, e os espectadores se deparam com a já conhecida cena da primeira trama: Phil, Alan e Stu acordam em um lugar desconhecido, em estado precário e não se lembram de nada o que aconteceu na noite anterior.

Ao contrário da primeira produção, em que eles precisam encontrar seu amigo Doug, que desta vez volta para o hotel e, diferente dos amigos, parece ter permanecido sóbrio, o trio sai em busca do jovem cunhado de Stu e, à medida que procuram pistas sobre onde ele possa estar, vão descobrindo as loucas aventuras em que se meteram na noite anterior.

Para esta trama, no entanto, os conflitos ganham algumas cenas de caráter mais pesado acompanhadas de inúmeras piadas de duplo sentido como parte dos famosos roteiros que apelam para a malícia a fim de conquistarem o público e acabam conseguindo.

Portanto, o filme nada mais é do que uma reprodução do anterior que acaba se destacando por ter feito uma história de sucesso, mas, no entanto, se for para filmar o mesmo drama pela terceira vez, certamente a produção não surtirá o mesmo efeito já que mesmo essa segunda parte poderia ter ganhado novos conflitos que se diferenciassem da primeira parte.

Por Mariana Mascarenhas

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Piratas do Caribe - Navegando em Águas Misteriosas


O quarto longa-metragem, Piratas do Caribe - Navegando em Águas Misteriosas ,se distancia de vez de uma produção simples focada nos acontecimentos da história, como visto no primeiro filme da série, para dar lugar novamente a uma trama repleta de mudanças de cenários onde se desenrolam várias ações que contribuem apenas para preencher o filme com efeitos visuais e de movimento sem um real significado para existência de algumas filmagens.

Desta vez o famoso pirata Jack Sparrow, personagem que se tornou idolatrado no mundo todo por um público de faixa etária variada, vem desacompanhado de seus dois amigos, que se consagraram nas outras produções, Elizabeth Swan (Keira Knightley) e Will Turner (Orlando Bloom), para viver novas aventuras ao lado da personagem Angelica, interpretada por Penélope Cruz, que faz o papel de uma antiga namorada de Sparrow.

Depois de escapar da forca em Londres, Sparrow embarca com Angélica no navio do temido Barba Negra, pai da companheira de Jack. O objetivo dos três é chegar à fonte da juventude. No entanto, o trio não está sozinho nesta missão que também é almejada pelo capitão Barbossa (Geoffrey Rush), quem desta vez trabalha para o império inglês e também pretende encontrar a fonte.

Com uma abertura memorável, a trama prende a atenção nas cenas em que Sparrow vai parar no palácio real de Londres, as quais surpreendem na riqueza de detalhes cenográficos retratando a paisagem inglesa de modo perfeito. No entanto, basta que os personagens mudem de cenário e entrem no navio para navegar rumo ao seu destino, que entra em cena uma sequência de ações envolvendo conflitos e lutas, as quais acabam por estender o tempo de duração do filme de maneira desnecessária.

Para os amantes de Johnny Depp e de seu jeito inovador e criativo de incorporar o capitão Sparrow, porém, a experiência de ver o filme continua sendo válida, já que o ator, assim como nas produções anteriores, vem retratando o protagonista de uma forma divertida, original e muito bem interpretada deixando explícito que a perfeição cênica de Depp é que consegue conferir certa qualidade ao filme.

Até mesmo a brilhante Penélope Cruz tem uma atuação apagada na trama e não consegue exibir todo o seu talento artístico. Vale ressaltar também o papel de Geoffrey Rush, na pele do capitão Barbossa, que consegue trazer atuações memoráveis para os telões.

Enfim, a série de filmes Piratas do Caribe trouxe uma história que realmente alavancou um grande sucesso dado o seu contexto, mas, à medida que o longa foi se prolongando em novas continuações, o foco deixou de ser o conteúdo em si para migrar para uma série de efeitos especiais acompanhado de inúmeras ações, sendo muitas delas desnecessárias. E como o quarto filme é o primeiro a ser lançado também na versão 3D, ele não poderia deixar de trazer cenas que explorassem o visual. Nada contra, aliás a cenografia realmente foi muito bem produzida, mas o diretor Rob Marshall, que passou a assumir o papel de Gore Verbinski, quem dirigiu as produções anteriores , esqueceu que trabalhar o conteúdo e o intelecto do público é sempre bom de vez em quando.

Por Mariana Mascarenhas