domingo, 20 de junho de 2010

Cinema

Montada pela Sutil Cia de Teatro, a peça traz o conflito de espectadores dentro de uma sala de cinema com um toque exagerado para cada situação vivida que junto com um excelente jogo de expressão corporal mantém os olhos do público presos ao palco que mais parece um espelho diante da plateia, pois afinal o cenário é composto de poltronas que acomodam os personagens altamente influenciados pelos filmes vistos no telão, este fica por conta da imaginação da plateia de Cinema.

Mas para os espectadores da peça, não há motivo para se preocupar já que não é necessário nem ao menos se esforçar para descobrir a história que se passa de acordo com o áudio (na maioria das vezes em inglês) que faz referência a reprodução dos diversos "filmes" nacionais e internacionais sendo que as cenas passadas deixam claro através da interpretação dos atores a intensidade, a emoção e o gênero da suposta trama rodada.

Cinema tem um nível de apelação para o instinto interno de cada personagem, uma vez que eles trazem uma reprodução exagerada das emoções passadas através do que eles veem e ao mesmo tempo pode fazer parte dos espectadores que vão ao cinema e se envolvem com a trama internamente.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

O Rei e Eu


Do mesmo diretor de My Fair Lady e West Side Story, Jorge Takla parece mais uma vez acertar nesta superprodução com um cenário impecável que leva a plateia aos primórdios da era Oriental. O musical é composto por setenta atores e vinte e dois músicos com cenas surpreendentes desde o começo até o final da peça. A cada nova troca de cenário uma surpresa e uma nova emoção tomam conta dos espectadores.


O Rei e Eu é baseado no romance Anna e o Rei Sião de Margaret Landon que estreou na Broadway em 1951 e se passa em Sião, atual Tailândia. O musical traz a história do rei da região (interpretado por Tuca Andrada que realmente mostra um talento para musicais), que teve sessenta filhos com as dezenas de mulheres de Sião, e em busca de algúem para educar todos os seus herdeiros contrata uma professora inglesa (Claudia Netto) que acaba se envolvendo com o rei.


Com um cenário e uma atuação deslumbrantes, a peça também vale pelo figurino impecável totalmente dotado de características orientais.


terça-feira, 1 de junho de 2010

O Som da Motown


Para quem passou por momentos marcantes, influenciados pelas músicas dos grandes astros da gravadora Motown nas décadas de 60, 70 e 80, com certeza se emociona ao relembrar os velhos tempos através deste espetáculo. E para quem não é da época e pouco ouviu falar da gravadora se comove mesmo assim.


No palco, as cantoras Simone Centurione, Thalita Pertuzatti, Elen Wilson, Alcione Marques e Débora Pinheiro dão um verdadeiro show em músicas inesquecíveis de artistas que moveram gerações como Stevie Wonder, Marvin Gaye e o rei da música pop, Michael Jackson, que iniciou sua carreira na Motown.


São 90 minutos com 21 canções que levam a plateia para as antigas pistas de dança. Um dos momentos marcantes do show é o dueto que a cantora e atriz Simone Centurione faz com o Michael Jackson adolescente, projetado em um telão cantando a música Ben.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Cats


São Paulo parece mesmo estar se tornando a cidade das produções musicais, claro que não como ocorre na Broadway, mas é de se elogiar o grande aumento destes espetáculos na capital. E todas estas produções parecem realmente estar a altura da Broadway. É o caso do espetáculo Cats que atualmente se encontra em cartaz no Teatro Abril. Depois de sua exibição em versão original aqui no Brasil, a peça vem agora totalmente traduzida para o português com a participação dos grandes atores de destaques musicais no país.


Produzido por Andrew Lloyd Webber, mesmo autor de O Fantasma da Ópera, Cats traz a história da gata Grizabella - interpretada por Paula Lima - que decide largar seus companheiros da tribo dos Jellicle Cats para explorar o mundo e na volta acaba sendo rejeitada pelos seus colegas. Além disso, todos os felinos estão muito ansiosos, aguardando a grande noite em que o Old Deuteronomy - interpretado por Saulo Vasconcelos, um dos maiores atores de teatro musical da América Latina - irá escolher um membro da tribo dos Jellicle Cats, para dar início a uma nova vida.


Além de um cenário deslumbrante que te leva a acreditar que você está vendo um luar de verdade, a interpretação dos atores é ótima, principalmente na forma como eles incorporam os felinos realizando as coreografias, com certeza com um preparo técnico infalível. A interação em vários momentos com a plateia em que eles realmente se deslocam até o público causa um envolvimento ainda maior para bem próximo dos fofos "Cats". Além disso no intervalo da peça, o público tem a oportunidade de subir ao palco e conversar com o Old Deuteronomy. É realmente fantástico.


sexta-feira, 7 de maio de 2010

Alice no País das Maravilhas


O filme Alice no País das Maravilhas traz uma visão totalmente diferenciada e inovadora com relação ao clássico da Disney que foi lançado em 1951. Dirigido por Tim Burton, a nova versão da obra de Lewis Carroll, oferece ao público um espetáculo de cores e cenários deslumbrantes que, vistos em 3D, acabam por trazer uma aproximação incrível com o que se passa no mundo de Alice.


Nesta trama a menina, que na verdade já é uma moça de 19 anos, não é tão inocente assim, e conforme vai enfrentando os conflitos que vão surgindo, ela vai conquistando cada vez mais um ar de sabedoria e esperteza.


A produção conta a história da jovem Alice (Mia Wasikowska) que ainda está duvidosa sobre que caminho seguir, pois todos passam o tempo todo lhe dando conselhos sobre o que fazer. Cansada de tudo isso, ela acaba fugindo no momento em que é pedida em casamento por um aristocrata tolo e a partir daí situações totalmente inusitadas começam a ocorrer, quando ela cai na toca de um coelho vestido de terno. Lá ela dá de cara com personagens como o chapeleiro maluco, interpretado por Johnny Depp, a Rainha de Copas que adora ordenar que cortem a cabeça de quem lhe desagradar, interpretada por Helena Bonham Carter, e a sua irmã: a Rainha Branca (Anne Hathaway), além de outros como uma lagarta azul que fuma narguilé.

Além de proporcionar todo esse visual deslumbrante, o filme conta com ótimas interpretações como as do ator Johnny Depp, no papel do chapeleiro maluco, que se consagrou como o rei da interpretação da excentricidade, juntamente com o diretor Tim Burton, memorável por dirigir filmes que saem totalmente do comum. Burton e Depp já estiveram presentes em outras esquisitices como Edward, Mãos de Tesoura e Sweeney Todd — O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet .

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Chico Xavier


Essa produção de Daniel Filho – que também dirigiu os filmes Se eu fosse você 1 e 2 - vale a pena pela grande atuação de atores como Ângelo Antônio que interpreta uma parte da vida de Chico Xavier. Além disso, a trama traz a história de um dos maiores médiuns que já existiu, a qual acaba, por si só, cativando os espectadores.


Marcado por um mercado cinematográfico não muito bem conceituado, diante das grandes produções estrangeiras, o cinema nacional consegue agregar valores através de filmes como esse, ao investir na reprodução de uma história que é palco de atenção em todo o planeta, além de trazer um time de atores que mostram ao país, como é possível que filmes bem feitos sejam produzidos, bastando apenas um maior desenvolvimento dessa capacidade.


A trama de Daniel Filho conta desde o nascimento até os últimos momentos do médium, trazendo momentos marcantes da vida do espírita.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Hairspray


Sob direção de Miguel Falabella, o musical Hairspray certamente dá um show espetacular, o Previsto para permanecer em cartaz até o final de maio, o espetáculo conta com a participação de grandes atores como Edson Celulari, Danielle Winits, Arlete Salles, Jonatas Faro e Simone Gutierrez.

O enredo traz a história de Tracy Turnblad (Simone Gutierrez) , uma garota que sonha em participar como cantora e dançarina de um dos programas de talentos mais famosos da década de 60, período em que se passa a trama. No entanto, Tracy vai enfrentar uma série de desafios, pois, sua forma física não é exatamente o que a TV quer mostrar ao público. Por isso ela tem de lidar com preconceitos, sendo impedida de ir para a TV primeiramente por sua mãe (Edson Celulari), que tem medo que a filha possa sofrer muito com a sociedade extremamente preconceituosa. Porém é justamente nesse momento, que a garota junta forças para lutar por seus objevos e pelos direitos de todos os excluídos da sociedade.

Com figurinos e coreografia magníficas, o espetáculo também vale a pena pelas grandes interpretações tanto de Simone como de Celulari, que deixam se levar pelos ritmos da Broadway de forma a conduzir toda a história.