segunda-feira, 24 de maio de 2010

Cats


São Paulo parece mesmo estar se tornando a cidade das produções musicais, claro que não como ocorre na Broadway, mas é de se elogiar o grande aumento destes espetáculos na capital. E todas estas produções parecem realmente estar a altura da Broadway. É o caso do espetáculo Cats que atualmente se encontra em cartaz no Teatro Abril. Depois de sua exibição em versão original aqui no Brasil, a peça vem agora totalmente traduzida para o português com a participação dos grandes atores de destaques musicais no país.


Produzido por Andrew Lloyd Webber, mesmo autor de O Fantasma da Ópera, Cats traz a história da gata Grizabella - interpretada por Paula Lima - que decide largar seus companheiros da tribo dos Jellicle Cats para explorar o mundo e na volta acaba sendo rejeitada pelos seus colegas. Além disso, todos os felinos estão muito ansiosos, aguardando a grande noite em que o Old Deuteronomy - interpretado por Saulo Vasconcelos, um dos maiores atores de teatro musical da América Latina - irá escolher um membro da tribo dos Jellicle Cats, para dar início a uma nova vida.


Além de um cenário deslumbrante que te leva a acreditar que você está vendo um luar de verdade, a interpretação dos atores é ótima, principalmente na forma como eles incorporam os felinos realizando as coreografias, com certeza com um preparo técnico infalível. A interação em vários momentos com a plateia em que eles realmente se deslocam até o público causa um envolvimento ainda maior para bem próximo dos fofos "Cats". Além disso no intervalo da peça, o público tem a oportunidade de subir ao palco e conversar com o Old Deuteronomy. É realmente fantástico.


sexta-feira, 7 de maio de 2010

Alice no País das Maravilhas


O filme Alice no País das Maravilhas traz uma visão totalmente diferenciada e inovadora com relação ao clássico da Disney que foi lançado em 1951. Dirigido por Tim Burton, a nova versão da obra de Lewis Carroll, oferece ao público um espetáculo de cores e cenários deslumbrantes que, vistos em 3D, acabam por trazer uma aproximação incrível com o que se passa no mundo de Alice.


Nesta trama a menina, que na verdade já é uma moça de 19 anos, não é tão inocente assim, e conforme vai enfrentando os conflitos que vão surgindo, ela vai conquistando cada vez mais um ar de sabedoria e esperteza.


A produção conta a história da jovem Alice (Mia Wasikowska) que ainda está duvidosa sobre que caminho seguir, pois todos passam o tempo todo lhe dando conselhos sobre o que fazer. Cansada de tudo isso, ela acaba fugindo no momento em que é pedida em casamento por um aristocrata tolo e a partir daí situações totalmente inusitadas começam a ocorrer, quando ela cai na toca de um coelho vestido de terno. Lá ela dá de cara com personagens como o chapeleiro maluco, interpretado por Johnny Depp, a Rainha de Copas que adora ordenar que cortem a cabeça de quem lhe desagradar, interpretada por Helena Bonham Carter, e a sua irmã: a Rainha Branca (Anne Hathaway), além de outros como uma lagarta azul que fuma narguilé.

Além de proporcionar todo esse visual deslumbrante, o filme conta com ótimas interpretações como as do ator Johnny Depp, no papel do chapeleiro maluco, que se consagrou como o rei da interpretação da excentricidade, juntamente com o diretor Tim Burton, memorável por dirigir filmes que saem totalmente do comum. Burton e Depp já estiveram presentes em outras esquisitices como Edward, Mãos de Tesoura e Sweeney Todd — O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet .

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Chico Xavier


Essa produção de Daniel Filho – que também dirigiu os filmes Se eu fosse você 1 e 2 - vale a pena pela grande atuação de atores como Ângelo Antônio que interpreta uma parte da vida de Chico Xavier. Além disso, a trama traz a história de um dos maiores médiuns que já existiu, a qual acaba, por si só, cativando os espectadores.


Marcado por um mercado cinematográfico não muito bem conceituado, diante das grandes produções estrangeiras, o cinema nacional consegue agregar valores através de filmes como esse, ao investir na reprodução de uma história que é palco de atenção em todo o planeta, além de trazer um time de atores que mostram ao país, como é possível que filmes bem feitos sejam produzidos, bastando apenas um maior desenvolvimento dessa capacidade.


A trama de Daniel Filho conta desde o nascimento até os últimos momentos do médium, trazendo momentos marcantes da vida do espírita.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Hairspray


Sob direção de Miguel Falabella, o musical Hairspray certamente dá um show espetacular, o Previsto para permanecer em cartaz até o final de maio, o espetáculo conta com a participação de grandes atores como Edson Celulari, Danielle Winits, Arlete Salles, Jonatas Faro e Simone Gutierrez.

O enredo traz a história de Tracy Turnblad (Simone Gutierrez) , uma garota que sonha em participar como cantora e dançarina de um dos programas de talentos mais famosos da década de 60, período em que se passa a trama. No entanto, Tracy vai enfrentar uma série de desafios, pois, sua forma física não é exatamente o que a TV quer mostrar ao público. Por isso ela tem de lidar com preconceitos, sendo impedida de ir para a TV primeiramente por sua mãe (Edson Celulari), que tem medo que a filha possa sofrer muito com a sociedade extremamente preconceituosa. Porém é justamente nesse momento, que a garota junta forças para lutar por seus objevos e pelos direitos de todos os excluídos da sociedade.

Com figurinos e coreografia magníficas, o espetáculo também vale a pena pelas grandes interpretações tanto de Simone como de Celulari, que deixam se levar pelos ritmos da Broadway de forma a conduzir toda a história.

terça-feira, 30 de março de 2010

Ilha do Medo


Baseado no livro homônimo de Danis Lehane, o mesmo autor de Sobre Meninos e Lobos, Ilha do Medo, dirgido por Martin Scorsese, deixa o espectador ansiososo e afltito ao mesmo tempo, conforme a superprodução vai se desenrolando. Com ares muito mais fortes de drama do que de suspense, pois, em nenhum momento ele chega a trazer o ambiente de tensão típico dos suspenses em que algo inesperado ocorre, ele tavez tenha recebido essa classificação pelo cenário assustador e pelo desfecho final que é surpreendente, mas não de forma assustadora.


O filme conta a história de dois detetives, Chuck (Mark Ruffalo) e seu chefe Teddy (LeonardodiCaprio), que chegam a uma ilha isolada, a qual abriga um hospital psiquiátrico. Lá a dupla terá que investigar o desaparecimento de uma paciente acusada de matar os três filhos. No entanto, a situação não será nada favorável para os dois, principalmente para Teddy, que começa a ficar extremamente abalado, associando momentos passados na ilha com suas lembranças da II Guerra Mundial.


Vale a pena conferir a brilhante interpretação de LeonardodiCaprio na transfomação de seu personagem, o qual, acaba no final da trama, em um estado pior que os pacientes da clínica.





terça-feira, 23 de março de 2010

Criação


Apesar de não ter sido elogiado pela crítica, o filme Criação mostrou um trama realmente surpreendente através da história de Charles Darwin, interpretado pelo inglês Paul Bettany, no período de sua vida em que ele está escrevendo a obra "A Origem das Espécies" na qual ele descreve a teoria de que o homem é descendente de macaco. A produção também mostra Darwin no momento em que ele começa a sofrer perturbações causadas pela morte de sua filha de 10 anos de idade.


O filme envolve os telespectadores a medida que vão se passando conflitos que abalam tanto o naturalista britânico quanto sua mulher (Jennifer Connelly) que é extremamente religiosa. Os dois começam a discutir cada vez mais, tanto pela divergência de crenças entre eles, como pelo fato da morte da filha que acaba por fazer com que Charles Darwin se distancie de sua família . No entanto, a história mostra que uma simples conversa pode ser a solução para que ambos façam as pazes.


Mesmo com um pouco de exagero na dramatização do enredo, vale a pena conferir essa produção do diretor Jon Amiel.

terça-feira, 9 de março de 2010

Não basta apenas vislumbrar é preciso emocionar


A entrega de seis prêmios do Oscar ao filme Guerra ao Terror, incluindo a categoria que fechou a noite de gala dos astros e estrelas do cinema – melhor filme – nos lembrou o fato de que uma produção, para se tornar a super, não necessariamente precisa investir tanto nos recursos que mais têm se destacado no mercado cinematográfico ultimamente, ou seja, a tecnologia de ponta, trazendo efeitos visuais cada vez mais deslumbrantes.


No entanto, é preciso algo além de todo esse mercado industrial tecnológico, pois eu diria que mais relevante ainda é a produção de um filme em que seus personagens consigam trazer a emoção e o cenário para fora das telas fazendo com que o espectador viva o que se está passando. Sim, o filme 3D também pretende unir ficção e realidade em uma coisa só ao aproximarem o público do cenário e seus personagens, mas acredito que muito mais do que uma viagem pelas telas do cinema através da tecnologia, seja a emoção que sempre acaba por falar mais alto, sendo esta produzida apenas pela forma como os personagens do filme são conduzidos.
Certamente foi isso que garantiu a vitória de Guerra ao Terror, a qual quebrou expectativas de muitos, alguns inclusive que já diziam que o Oscar não teria graça, pois Avatar ganharia em suas nove indicações, o que acabou por não ocorrer, pois o filme dos habitantes de Pandora conquistou apenas três categorias: fotografia, efeitos visuais e direção de arte.


Já Guerra ao Terror acabou por conquistar o dobro em: montagem, efeitos sonoros, mixagem de som, roteiro, diretor e melhor filme.
Outro grande marco da noite foi o prêmio de melhor diretor que, pela primeira vez na história do Oscar, foi entregue a uma mulher Kathryn Bigelow, nada menos que a ex de James Cameron, diretor de Avatar e detalhe, quem ensinou Kathryn Bigelow a dirigir produções e a realizar e a conduzir o maior ganhador de prêmios do Oscar da noite.