terça-feira, 23 de março de 2010

Criação


Apesar de não ter sido elogiado pela crítica, o filme Criação mostrou um trama realmente surpreendente através da história de Charles Darwin, interpretado pelo inglês Paul Bettany, no período de sua vida em que ele está escrevendo a obra "A Origem das Espécies" na qual ele descreve a teoria de que o homem é descendente de macaco. A produção também mostra Darwin no momento em que ele começa a sofrer perturbações causadas pela morte de sua filha de 10 anos de idade.


O filme envolve os telespectadores a medida que vão se passando conflitos que abalam tanto o naturalista britânico quanto sua mulher (Jennifer Connelly) que é extremamente religiosa. Os dois começam a discutir cada vez mais, tanto pela divergência de crenças entre eles, como pelo fato da morte da filha que acaba por fazer com que Charles Darwin se distancie de sua família . No entanto, a história mostra que uma simples conversa pode ser a solução para que ambos façam as pazes.


Mesmo com um pouco de exagero na dramatização do enredo, vale a pena conferir essa produção do diretor Jon Amiel.

terça-feira, 9 de março de 2010

Não basta apenas vislumbrar é preciso emocionar


A entrega de seis prêmios do Oscar ao filme Guerra ao Terror, incluindo a categoria que fechou a noite de gala dos astros e estrelas do cinema – melhor filme – nos lembrou o fato de que uma produção, para se tornar a super, não necessariamente precisa investir tanto nos recursos que mais têm se destacado no mercado cinematográfico ultimamente, ou seja, a tecnologia de ponta, trazendo efeitos visuais cada vez mais deslumbrantes.


No entanto, é preciso algo além de todo esse mercado industrial tecnológico, pois eu diria que mais relevante ainda é a produção de um filme em que seus personagens consigam trazer a emoção e o cenário para fora das telas fazendo com que o espectador viva o que se está passando. Sim, o filme 3D também pretende unir ficção e realidade em uma coisa só ao aproximarem o público do cenário e seus personagens, mas acredito que muito mais do que uma viagem pelas telas do cinema através da tecnologia, seja a emoção que sempre acaba por falar mais alto, sendo esta produzida apenas pela forma como os personagens do filme são conduzidos.
Certamente foi isso que garantiu a vitória de Guerra ao Terror, a qual quebrou expectativas de muitos, alguns inclusive que já diziam que o Oscar não teria graça, pois Avatar ganharia em suas nove indicações, o que acabou por não ocorrer, pois o filme dos habitantes de Pandora conquistou apenas três categorias: fotografia, efeitos visuais e direção de arte.


Guerra ao Terror acabou por conquistar o dobro em: montagem, efeitos sonoros, mixagem de som, roteiro, diretor e melhor filme.
Outro grande marco da noite foi o prêmio de melhor diretor que, pela primeira vez na história do Oscar, foi entregue a uma mulher Kathryn Bigelow, nada menos que a ex de James Cameron, diretor de Avatar e detalhe, quem ensinou Kathryn Bigelow a dirigir produções e a realizar e a conduzir o maior ganhador de prêmios do Oscar da noite.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Bastardos Inglórios




Com oito indicações no Oscar 2010,Bastardos Inglórios vem com tudo para a noite de gala, apesar de Avatar estar entre o favorito das mais relevantes categorias do espetáculo. Com interpretações magníficas, o diretor Tarantino traz um diálogo inteligentíssimo e com um humor muito bem trabalhado de forma totalmente sarcástica, que leva a plateia a entrar no ritmo da produção nos primeiros minutos do filme.

A história se desenvolve no período da II Guerra Mundial e se divide em duas tramas que passam momentaneamente, trazendo a vida de uma judia que vive na França, interpretada por Mélanie Laurent, que após ter escapado de um grupo de soldados alemães que exterminam toda a sua família, vai para Paris onde assume uma identidade falsa e se torna dona de um cinema. Enquanto isso, um grupo de rebeldes soldados judeus e alemães liderados pelo tenente norte-americano Aldo Raine (Brad Pitt) se prepara para derrotar Hitler e instalar um golpe no poder.

Com um final espetacular de modo a causar um aumento de expectativa no público, para saber como se dará o fim de Hitler e o que acontecerá aos personagens presentes, Bastardos Inglórios também se candidata como um forte indicado entre as grandes produções. Apesar de ainda estar em cartaz em alguns cinemas, já foi lançado em DVD.

terça-feira, 2 de março de 2010

Amor sem escalas


Com seis indicações no Oscar 2010 de melhor filme, direção, ator (George Clooney) e atrizes coadjuvantes (Anna Kendrick e Vera Farmiga), Amor sem escalas parece ter rompido um pouco o paradigma das comédias que vem sendo produzidas nos telões, famosas por provocar alguns poucos momentos de pequenas risadas nos espectadores. Desta vez o diretor Jason Reitman, de Obrigado por fumar e Juno, vem para o seu terceiro longa-metragem trazendo temas da atualidade que realmente são confrontados pelas pessoas no dia-a-dia, com um toque de humor irreverente que, desta vez sim, leva o público a dar altas risadas.


Na trama, George Clooney interpreta Ryan Bingham, um quarentão grisalho que é funcionário de uma empresa terceirizada com a função de demitir pessoas de outras companhias. Em função disto ele vive viajando, e passa a maior parte da sua vida em aviões, hotéis e carros de luxo. Solteirão convicto, seu coração está prestes a ser abalado com a chegada de uma executiva (Vera Farmiga) que parece mudar sua vida. Além dela, ele tem presença constante de uma jovem executiva que parece ter uma ideia revolucionaria para sua equipe de trabalho, o que acaba por desagradá-lo.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Guerra ao Terror


Basta assistir ao filme Guerra ao Terror para poder entender porque esta produção acirra tanto a disputa pelo Oscar 2010, tendo nove indicações de peso ao lado de Avatar que desfruta do mesmo privilégio.


Rodado na Jordânia, Guerra ao Terror parece levar o público para dentro das telas do cinema, trazendo a sensação de estar vivendo uma guerra em tempo real ao lado do sofrimento dos personagens, apesar de não ter sido produzido em formato 3D como em Avatar que também leva os espectadores para dentro do planeta de Pandora.


A disputa pelo maior prêmio do mercado cinematográfico também parece envolver relações pessoais, pois a diretora de Guerra ao Terror não é ninguém menos que Kathryn Bigelow, a ex-mulher de James Cameron que por sua vez é o diretor de Avatar.


O filme narra a história de uma equipe de soldados americanos que vão ao Iraque para desarmar bombas, sua especialidade. O ator Jeremy Renner, que concorre ao Oscar de melhor ator, simplesmente brilha no papel do sargento Willian James, que de uma forma totalmente irreverente se arrisca das mais diversas formas para executar sua missão, juntamente com sua equipe.


Apesar do filme ter sido lançado diretamente em DVD aqui no Brasil no final do ano passado, por não ter repercutido tanto aqui no país, ele chega agora aos telões brasileiros pelas suas grandes indicações.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Medos Privados em Lugares Públicos


Baseado na peça teatral homônima do inglês Alan Aycbourn, Medos Privados em Lugares Públicos estreou nos telões em 2007, e vem levando, desde então, um número significativo de pessoas as telas do cinema, mesmo depois de seu lançamento em DVD.


Dirigido pelo francês Alain Resnais, o drama narra a história de indivíduos solitários residentes em Paris, que, ao exporem seus medos e frustrações, acabam cruzando seus destinos e vendo nessa aproximação, uma forma de reconfortarem seus problemas.


O filme é produzido sob uma estética bem teatral, sem deixar, é claro, de produzir estereótipos reprimidos que impedem o excesso de caracterização externa dos personagens, típico do teatro. Recomendo que você confira essa grande produção e a incrível atuação dos atores que se relacionam de maneira a trazer os seus medos, através do jogo de cena com a situação, muitas vezes revelada apenas pela expressão facial.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Nine


Disputando o Oscar de 2010 por quatro categorias de melhor: direção artística, fotografia, canção e atriz coadjuvante (Penélope Cruz), o musical Nine foi dirigido por Rob Marshall, quem também dirigiu Chicago, outra adaptação da Broadway vencedora de seis Oscar, incluindo melhor filme.

Em Nine, Marshall realiza sua produção em homenagem ao diretor italiano Federico Fellini e seu filme Oito e meio, contando a história de um cineasta, interpretado por Daniel Day Lewis, que se vê em crise, pois, diante do anúncio de que as filmagens de sua nona produção serão rodadas o mais breve possível, ele sofre um bloqueio artístico o que o impede de não escrever sequer, o primeiro parágrafo de seu roteiro.

Diante disso, ele se hospeda em um hotel distante dos estúdios Cinecittà localizados em Roma, para dar início a uma história ao seu filme, sendo, neste momento, pego de surpresa por lembranças que vão desde a sua infância, até a relação conturbada com sua mulher (Marion Cotillard) e a amante (Penélope Cruz), em que ambas também aparecem em tempo real, fora de sua mente.

Destacando-se em algumas cenas, como na apresentação da canção Be Italian, o que deixa uma pequena referência aos números musicais de Chicago, Nine pareceu não ter explorado tanto os recursos de produção musical, o que acarretou em algumas canções com coreografias semelhantes, que apenas completam o filme, sem dar uma continuidade relevante e interessante aos fatos que decorrem durante a história.

Até mesmo a fantástica atriz Penélope Cruz não se destacou tanto com sua personagem que se revela em alguns pontos do filme, mas, mesmo assim, Penélope disputa o Oscar de melhor atriz coadjuvante por sua interpretação em Nine.